Ela vinha correndo, o vento fazia ondas em seu laço verde amarrado com tão perfeição que só podia ter sido feito por mãos que ama aquele pequeno ser, que só ajudava a complementar a beleza do vestido azul que ela docilmente vestia, meias engomada e com a beirada bordada, com pedrinhas penduradas que compunham a musica do caminhar doce daquela bela criança que corria em direção a um beija flor.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Para um amigo
A vida não perdoa, ela não te da muitas chances, você perdeu já era, acabou, passou e você nem mesmo,
percebeu, acordou derrepente com todos os benefícios de um idoso, sem mesmo ter aproveitado os benefícios de
viver e ter 20, 30, 39, 45 anos, sentado em uma poltrona com um controle remoto na mão e já não tem força nem
mesmo para chorar e/ou lamentar-se, só resta mudar os canais, e procurar um aconchego na luz fria que sai da caixa
preta e é absorvida pelas paredes, também frias, do comodo, copo d'agua, comprimidos na mesa ao lado da poltrona,
para amenizar a dor das feridas causadas por uma vida não vivida; e continuar algo nas imagens chapadas do aparelho
, por não ter imagens imagens em memória, por ter passado a vida preso a costumes, dogmas, a sexo, a drogas compradas
livremente em qualquer estabelecimento que tenha um farmaceutico, presos em fabricas, igrejas, pessoas, em busca do
consumismo desenfreado. Assim temo ver minha vida, assim temo que alguém veja sua vida, assim temo que uma vida seja
passada, assim pessoas morrem dormindo na poltrona com o controle nas mãos, fazem o ciclo normótico: nascem e morrem,
esquece que entre o nascer e o morrer existe o Viver.
percebeu, acordou derrepente com todos os benefícios de um idoso, sem mesmo ter aproveitado os benefícios de
viver e ter 20, 30, 39, 45 anos, sentado em uma poltrona com um controle remoto na mão e já não tem força nem
mesmo para chorar e/ou lamentar-se, só resta mudar os canais, e procurar um aconchego na luz fria que sai da caixa
preta e é absorvida pelas paredes, também frias, do comodo, copo d'agua, comprimidos na mesa ao lado da poltrona,
para amenizar a dor das feridas causadas por uma vida não vivida; e continuar algo nas imagens chapadas do aparelho
, por não ter imagens imagens em memória, por ter passado a vida preso a costumes, dogmas, a sexo, a drogas compradas
livremente em qualquer estabelecimento que tenha um farmaceutico, presos em fabricas, igrejas, pessoas, em busca do
consumismo desenfreado. Assim temo ver minha vida, assim temo que alguém veja sua vida, assim temo que uma vida seja
passada, assim pessoas morrem dormindo na poltrona com o controle nas mãos, fazem o ciclo normótico: nascem e morrem,
esquece que entre o nascer e o morrer existe o Viver.
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